Sicalis

Sicalis citrina - canário-rasteiro

O canário-rasteiro mede cerca de 12 centímetros. Os machos apresentam o alto da cabeça amarelo-limão, dorso oliva com estrias; o peito é amarelado, porém de coloração mais escura que a do ventre, que é amarelo-brilhante. Cauda marrom-escuro, com a borda externa das penas amarela. Os dois terços finais das penas laterais da cauda são brancos. As asas são marrom-escuro, com a borda das penas amarela. Fêmea similar ao macho, porém mais escura e estriada tanto no dorso quanto no peito; o ventre é amarelado e as barras na cauda são menores que nos machos. Seu assobio é estridente “iü”; “tzi, tzi” e seu canto é bem heterogêneo: “zle, zle, zle…”, “iü”.

Vive no cerrado aberto em campos limpos. Locomove-se no solo pulando. Cata sementes no próprio colmo ou no solo. Gosta de esfregar os lados da cabeça acima dos olhos, mantendo os mesmos fechados.

Distribui-se nos Andes da Argentina e Colômbia, montanhas da Venezuela e Colômbia e Brasil (Mato Grosso, sul do Pará, Goiás, Piauí, Minas Gerais, São Paulo e Paraná). Ocorre em algumas localidades de altitude em Santa Catarina.

Sicalis columbiana - canário-do-amazonas

O canário-do-amazonas mede cerca de 11,5 cm de comprimento. Parecido com Sicalis flaveola, porém menor que este. Fêmeas de uma cor pardo-olivácea, partes inferiores esbranquiçadas e estrias muito discretas no dorso.

Vive nos campos, campinas e cerrado.

Presente nos estados do Amazonas, Pará, Goiás e Mato Grosso.

Sicalis flaveola - canário-da-terra-verdadeiro

O canário-da-terra-verdadeiro apresenta um tamanho aproximado de 13,5 cm e um peso médio de 20g. Cor amarelo-olivácea com estrias enegrescidas nas costas e próximo das pernas. Asas e cauda cinza-oliva. A íris é negra e o bico tem a parte superior cor de chifre e a inferior é amarelada. As pernas são rosadas. A fêmea e o jovem tem a parte superior do corpo olivácea com densa estriação parda por baixo, com as penas e cauda e tarso quase enegrescidos. Com 4-6 meses de idade, os filhotes machos já estão cantando, e levam cerca de 18 meses para adquir a plumagem de adulto.

Vive em campos secos, campos de cultura e caatinga, bordas de matas, áreas de cerrado, campos naturais, pastagens pastagens abandonadas, plantações e jardins gramados, sendo mais numeroso em regiões áridas. Costuma ficar em bandos quando não está em período de acasalamento. Vive em grupos, às vezes de dezenas de indivíduos. O macho tem um canto de madrugada bem extenso e áspero, diferente do canto diurno. O canto de côrte é melodioso e baixo, acompanhado de um display parecido com uma dança em volta da fêmea.

Está presente do Maranhão ao sul até o Rio Grande do Sul e a oeste até o Mato Grosso, bem como nas ilhas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. Encontrado localmente também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Sicalis luteola - tipio

O tipio mede 12,5cm de comprimento. Possui voz fina e melodiosa, entoa estrofes fluentes e bem variadas, indo do agudo para o grave às vezes com trinados que lembram os do canário-do-reino, embora sejam muito mais fracos. A fêmea é parecida com o macho, porém com menos amarelo.

Vive nos campos limpos, tanto secos quanto úmidos. Corre pelo chão sempre em bandos, mesmo na época de reprodução. Quando migra, reúnem-se às centenas em moitas de taquara para dormir.

Ocorre nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceara.

Referências